Aníbal Cavaco Silva escolhe Luís Marques Mendes e lança críticas a Henrique Gouveia e Melo
O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva afirmou o seu apoio a Luís Marques Mendes para as Presidenciais de 2026 e considerou que Henrique Gouveia e Melo "não possui competências e qualificações" para o cargo.
Apoio de Aníbal Cavaco Silva a Luís Marques Mendes
O antigo Presidente da República e ex-primeiro‑ministro, Aníbal Cavaco Silva, confirmou nesta sexta‑feira o seu apoio à candidatura de Luís Marques Mendes à Presidência da República. Por outro lado, argumentou que Henrique Gouveia e Melo “não possui as competências e qualificações” necessárias para exercer o cargo nos próximos cinco anos.
Cavaco sublinhou que, num “tempo de grande incerteza e complexidade internacional”, Portugal precisa de um Chefe de Estado capaz de “conhecer bem o funcionamento das instituições”. Também referiu a importância de “construir pontes” entre partidos, forças sociais e Governo. Além disso, mencionou ainda o facto de ter que se atuar como “reserva de último recurso” em caso de crise grave.
Em relação a Marques Mendes, Cavaco Silva afirmou conhecê-lo bem, tendo-o inclusive tido como ministro-adjunto no seu governo. Ademais, salientou a importância ligada à sua “experiência política”, o conhecimento das instituições democráticas, da governação e da política externa, tal como o seu “bom senso”.
Críticas a Henrique Gouveia e Melo
Já em relação ao almirante, Cavaco Silva reconheceu que Henrique Gouveia e Melo pode ter “muitos predicados”, mas considerou que isso não substitui a necessidade das qualificações específicas exigidas ao Presidente da República.
No seu artigo de opinião para o Observador, o ex‑chefe de Estado alertou para o “risco de instabilidade que Portugal pode correr” caso seja eleito alguém sem as competências para lidar com “situações difíceis, incertas e complexas” e para defender os “superiores interesses nacionais”.
Como contexto dessa avaliação, salientou fatores externos. Por exemplo, mencionou a política “errática” dos Estados Unidos em relação à União Europeia, a ameaça russa à segurança europeia e a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente.
Segundo o próprio, esses são elementos que exigem de Portugal uma liderança preparada. Por fim, concluiu o artigo com um apelo à participação dos eleitores: “Votar nas eleições presidenciais de 18 de janeiro é muito importante para o futuro de Portugal.”
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