
O XIII Encontro Nacional das Cidades e Vilas Resilientes realiza-se a 9, 10 e 11 de dezembro, numa organização conjunta de Almada, Seixal e Sesimbra, reunindo especialistas e autarcas para debater estratégias de resiliência territorial.
A Câmara Municipal de Almada anunciou a realização do XIII Encontro Nacional das Cidades e Vilas Resilientes (ENCVR), que este ano decorre em três municípios – Almada, Seixal e Sesimbra – ao longo de três dias dedicados à prevenção de riscos, adaptação climática e construção de territórios mais seguros.
O encontro inicia-se a 9 de dezembro, em Almada, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com o apoio do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e da própria instituição académica. A escolha do local sublinha o papel da investigação científica e da inovação na criação de comunidades mais resilientes.
No dia 10 de dezembro, a programação segue para o Seixal, no Auditório dos Serviços Centrais da autarquia, e encerra a 11 de dezembro, em Sesimbra, no Cineteatro Municipal João Mota, numa edição itinerante que pretende envolver as três autarquias da Península de Setúbal ligadas à rede de cidades resilientes.
Segundo a Câmara de Almada, os encontros da rede portuguesa são momentos essenciais de reflexão e partilha de experiências, promovendo políticas que conduzam a territórios mais seguros, inclusivos, sustentáveis e preparados para eventos extremos. Ao longo dos três dias, serão abordados temas como proteção civil, ordenamento do território, riscos costeiros e estuarinos, alteração climática e gestão de infraestruturas críticas.
O programa deste ano organiza-se em quatro grandes eixos:
- “Apagão Ibérico – Uma Oportunidade para Redes Mais Fortes e Resilientes”, dedicado aos cenários de falhas generalizadas de energia;
- Riscos Costeiros e Estuarinos, com forte pertinência para Almada, Seixal e Sesimbra;
- Sistemas de Aviso e Alerta, onde se analisam tecnologias e estratégias de comunicação em emergência;
- Boas Práticas para a Resiliência, com exemplos apresentados por municípios da rede nacional.
Está igualmente previsto um painel político subordinado ao tema “A Importância da Resiliência na Governança Local”, que discutirá o papel dos municípios na prevenção, resposta e recuperação face a catástrofes, reforçando a necessidade de integrar a resiliência na ação quotidiana das autarquias.
O XIII ENCVR integra a iniciativa internacional “Construindo Cidades Resilientes 2030” (MCR2030), promovida pela UNDRR – Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. Esta plataforma articula-se com o Marco de Sendai 2015–2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o Acordo de Paris e a Nova Agenda Urbana, alinhando a ação local com compromissos globais de mitigação e adaptação.
Em Almada, destaca-se ainda o envolvimento da investigação aplicada através do Living Lab da Costa da Caparica, ligado ao centro de estudos RISCO, que desenvolve soluções experimentais para aumentar a resiliência local.
Dirigido a eleitos locais, técnicos municipais, especialistas em ambiente e proteção civil, académicos e outros agentes do território, o XIII Encontro Nacional das Cidades e Vilas Resilientes pretende reforçar a capacidade de resposta dos municípios portugueses perante fenómenos extremos e desafios ambientais que marcam a próxima década.
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