AlmadaPolítica

Almada: PS questiona Governo sobre suspensão da resposta à Interrupção Voluntária da Gravidez no Hospital Garcia de Orta

Deputados socialistas querem saber as razões da suspensão e exigem reforço de profissionais na ULS Almada-Seixal

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) questionou a ministra da Saúde sobre a suspensão da resposta à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e exige medidas urgentes para reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A iniciativa surge depois de a Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal ter reconhecido dificuldades na resposta à IVG e recorrido, temporariamente, a um protocolo com um estabelecimento externo ao SNS para assegurar a realização dos procedimentos.

Para os deputados socialistas, a situação levanta questões sobre a capacidade do SNS para garantir diretamente este serviço.

«Perante a falta de recursos humanos no SNS, a resposta do Governo passa por transferir cuidados para o setor privado ou por reforçar a capacidade do serviço público?», questionam, numa pergunta dirigida ao Governo.

O PS considera que o recurso a entidades externas pode constituir uma solução transitória em situações excecionais, mas defende que não deve transformar-se numa alternativa estrutural à capacidade do SNS.

No comunicado enviado ao Diário do Distrito, os deputados socialistas alertam ainda para possíveis obstáculos no acesso à IVG, nomeadamente deslocações adicionais, novos procedimentos de agendamento e maior complexidade na articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e entidades externas, «dificuldades que podem afetar sobretudo mulheres com menores recursos económicos ou com limitações de mobilidade».

Na pergunta enviada ao Governo, o PS quer também saber quais foram as razões concretas que levaram à suspensão da resposta à IVG no Hospital Garcia de Orta e desde quando o Executivo tinha conhecimento das dificuldades existentes.

Outra questão prende-se com as medidas que estão a ser adotadas para reforçar os recursos humanos da ULS Almada-Seixal e qual o prazo previsto para a retoma da realização de IVG no hospital, bem como a duração do protocolo estabelecido com o prestador externo.

Os socialistas querem garantias de que a solução é efetivamente temporária e questionam o Governo sobre o seu impacto no acesso equitativo à IVG na região.

O Grupo Parlamentar considera que a insuficiência de profissionais não pode justificar uma transferência permanente de cuidados para o setor privado.

Nesse sentido, pergunta se a solução adotada é compatível com uma política de reforço e valorização do SNS ou se poderá vir a assumir um carácter estrutural.

Os deputados querem ainda saber se existem situações semelhantes noutras unidades de saúde do país e qual é a estratégia do Governo para garantir que o SNS dispõe dos profissionais e das condições necessárias para assegurar diretamente o acesso à IVG e aos restantes cuidados de saúde sexual e reprodutiva.


Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus

palmela
palmela