Almada declara Situação de Alerta e ativa Plano Municipal de Emergência
A Câmara ativou o Plano Municipal de Emergência, reforçou a coordenação da Proteção Civil e mantém medidas preventivas em zonas de risco, como a Costa da Caparica, Cova do Vapor e Porto Brandão.
O concelho de Almada encontra-se em Situação de Alerta na sequência de vários dias de condições meteorológicas adversas, marcadas por chuva intensa e persistente, vento forte e galgamentos costeiros, informou a autarquia esta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026.
De acordo com a Câmara Municipal de Almada, os efeitos do mau tempo têm provocado inundações, quedas de árvores e estruturas e ainda movimentos de massa em vertentes, incluindo deslizamentos, derrocadas e queda de blocos. A precipitação contínua levou à saturação dos solos, o que aumentou “significativamente” o risco de instabilidade em encostas e arribas, com agravamento nos últimos três dias e registo de danos em infraestruturas e edifícios de habitação.
Reunião de Proteção Civil e medidas reforçadas no terreno
A situação foi analisada numa Reunião Extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil, presidida pela presidente da câmara, Inês de Medeiros, onde foram avaliados os riscos e definidas medidas de resposta e acompanhamento no terreno.
Na mesma reunião, foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Almada, com o objetivo de garantir uma coordenação mais eficaz entre os agentes e serviços envolvidos na proteção da população e do território.
A autarquia refere que, desde a passagem da Depressão Kristin, em 27 de janeiro, a gestão operacional tem sido progressivamente reforçada, com reuniões diárias do Centro de Coordenação Operacional Municipal, instalação de Sala de Situação/Posto de Comando com a presença dos três corpos de bombeiros e ativação do Estado de Prontidão Especial – Nível IV, o nível máximo de prontidão.
Zonas afetadas: galgamentos, encerramentos e retiradas preventivas
Entre as ocorrências destacadas pela câmara estão situações de galgamento costeiro no 2.º Torrão, na Cova do Vapor e em Porto Brandão, com risco de colapso de estruturas de defesa costeira. No 2.º Torrão, dois agregados familiares foram deslocados e acolhidos pela autarquia, estando a decorrer obras de emergência promovidas pela APL e pela câmara. Na Cova do Vapor, a via de acesso foi encerrada por motivos de segurança, tendo sido definido um acesso alternativo pelo estacionamento de São João.
Na Costa da Caparica, em Santo António, a autarquia indica que todos os agregados da primeira linha de edifícios junto à arriba foram retirados preventivamente no dia 4 de fevereiro, medida que se mantém devido ao risco de derrocada. A nota dá ainda conta de danos em estruturas de apoio balnear na Fonte da Telha e noutros pontos da orla costeira, associados a galgamento e erosão. Já na área de Almada, no Olho de Boi, um movimento de massa levou ao encerramento da via de acesso por razões de segurança.
Apelo à população
A Comissão Municipal de Proteção Civil vai manter a monitorização permanente da evolução da situação e a Situação de Alerta, bem como a ativação do plano municipal, enquanto persistirem condições de risco. A autarquia apela à população para adotar comportamentos responsáveis, evitar zonas sinalizadas e seguir as recomendações das autoridades.
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