A Câmara Municipal de Almada assinalou esta sexta-feira, dia 13, o Dia Mundial da Rádio com um testemunho de José Barata, de 56 anos, um profissional para quem “a rádio nunca foi apenas um trabalho”. Na publicação divulgada hoje nas redes sociais, o radialista recorda o início do percurso na Rádio Voz de Almada e sublinha a importância do meio como “companhia, proximidade e utilidade pública”, lembrando também o papel da rádio em momentos de falha de comunicações, como aconteceu “no recente apagão”, quando muitos recorreram às emissões para se manterem informados.
No texto partilhado pela autarquia, José Barata descreve a ligação à rádio como um hábito que se instala cedo: “Quando se começa a fazer rádio, fica-se com o vício”, confessa. Esse “vício”, conta, começou “quase por acaso” na Rádio Voz de Almada, onde entrou em 1987 e permaneceu durante 18 anos, numa época em que se fazia rádio “com vinil, bobinas e muita paixão”, muitas vezes sem se saber “se o sonho poderia continuar”.
Para o profissional, a rádio mantém um valor muito próprio no quotidiano e no serviço público. “A televisão é a caixinha mágica, mas a rádio chega aos sítios onde a televisão não consegue chegar”, afirma, numa passagem destacada na publicação. E acrescenta que esse papel se tornou evidente “no recente apagão”: sem televisão, “foi à rádio que muitos recorreram para se informarem”.
O percurso de José Barata, prossegue a publicação, levou-o da rádio local à Rádio Renascença, passando pelo trânsito e pela Bola Branca, onde esteve entre 2007 e 2023. A rádio é apresentada como a base de um caminho profissional que continua hoje na Sport TV, em relatos e narrações, com uma ideia-chave deixada pelo próprio: “Tudo o que aprendi na rádio faz hoje toda a diferença”.
Defensor da rádio local como espaço de proximidade e memória coletiva, José Barata lamenta a ausência de uma rádio em Almada, mas acredita que a rádio — local ou nacional — continua a fazer sentido num mundo dominado por redes sociais e playlists. “Mesmo que seja só por alguns minutos, se a rádio deixar de existir, vai sentir-se falta de qualquer coisa”, sublinha, defendendo que vale sempre a pena continuar a ouvir rádio.
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