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Algarve, Porto e Alentejo ganham turistas à medida que conflitos alteram escolhas de viagem

A instabilidade no Médio Oriente está a levar muitos viajantes a procurar destinos considerados mais seguros. Segundo um estudo da consultora McKinsey, regiões portuguesas como o Algarve, o Porto e o Alentejo registaram aumentos na ocupação hoteleira num período marcado por alterações nos fluxos turísticos internacionais.

Portugal está entre os destinos que parecem beneficiar das mudanças nas preferências dos turistas provocadas pela atual conjuntura geopolítica. Um estudo da consultora McKinsey conclui que a crescente preocupação com a segurança tem levado muitos viajantes a reconsiderar destinos e a procurar alternativas consideradas mais estáveis.

Entre março e abril de 2026, o Algarve registou uma subida da ocupação hoteleira de 5,7 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior. O Porto apresentou um crescimento de 3,3 pontos, enquanto o Alentejo registou uma evolução de 2,7 pontos percentuais.

A tendência não se verifica apenas em Portugal. Cidades e regiões de Espanha e Marrocos também registaram aumentos significativos na procura turística, refletindo uma redistribuição dos fluxos de visitantes internacionais.

A consultora refere que a procura global por viagens continua robusta, mas destaca uma mudança no comportamento dos consumidores. Muitos turistas estão a adiar reservas e a privilegiar maior flexibilidade na escolha dos destinos, aguardando uma maior estabilização do cenário internacional.

A segurança surge agora como um dos principais fatores na tomada de decisão. Nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, uma parte significativa dos viajantes admite ter alterado planos devido à situação geopolítica no Médio Oriente, atribuindo cada vez mais importância à percepção de segurança dos destinos.

As consequências desta mudança também se fazem sentir na aviação internacional. Os principais centros aeroportuários do Médio Oriente registaram uma quebra acentuada no número de passageiros em trânsito, impulsionando o recurso a rotas alternativas e a voos diretos.

A McKinsey alerta ainda para o impacto económico da instabilidade nas companhias aéreas, que enfrentam custos operacionais mais elevados devido às restrições do espaço aéreo e ao aumento dos preços dos combustíveis.

Enquanto alguns destinos reforçam a atratividade junto dos turistas internacionais, outros enfrentam perdas expressivas. O estudo aponta para quedas significativas nas receitas hoteleiras em vários mercados do Golfo, refletindo a sensibilidade do setor turístico aos acontecimentos geopolíticos e às preocupações relacionadas com a segurança.

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