Alcácer do Sal

Alcácer do Sal: Marés vivas e chuva intensa levam APA a fazer descargas em barragens

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou esta quinta-feira, 19 de março, que tem efetuado descargas preventivas em barragens para evitar riscos de cheias em Alcácer do Sal, devido à depressão Therese.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APA, José Pimenta Machado, explicou que o agravamento das condições meteorológicas, até ao próximo sábado, obrigou a uma gestão preventiva das albufeiras.

Segundo Pimenta Machado, desde terça-feira que as autoridades «estão a preparar as albufeiras para encaixar o volume de água adicional que poderá resultar da depressão Therese».

Foram feitos trabalhos nas albufeiras no Rio Mira, na barragem de Santa Clara, quer no Rio Sado, nas barragens do Pego do Altar e Vale do Gaio, para conseguir mais volume de encaixe de água.

O responsável referiu ainda que a Barragem de Vale do Gaio, no concelho de Alcácer do Sal e cujo volume de armazenamento situa-se nos 90%, «é a mais importante para minimizar o risco de cheias na cidade, por ser a que tem a maior bacia drenante».

Por sua vez, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, emitiu um comunicado esta quinta-feira no qual alerta a população para «as marés vivas previstas entre a tarde de hoje e a madrugada de dia 22 de março (domingo).

É expectável que a água chegue à via Sul da avenida dos Aviadores, entre a Sociedade de Panificadores e o hotel novo, embora em quantidade e extensão habituais em Alcácer do Sal, nesta situação e altura do ano. Não se prevê que a água alcance habitações e estabelecimentos comerciais.

Os picos de maré serão entre as 16h22 de hoje e as 5h55 de domingo. Nestes momentos de preia-mar, os valores oscilarão entre os 3.5m e de 3.6m.»

Perante este cenário, é aconselhado à população para adotar medidas preventivas, nomeadamente a retirada de viaturas da zona mencionada.

Também em comunicado, o IPMA explicou que a depressão Therese irá ficar centrada a oeste de Portugal continental, até sábado, sendo expectável «a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul».


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