Agressão em escola da Moita gera polémica: Diretor reage após petição e intervenção das autoridades
Um caso de agressão entre alunos na Escola Fragata do Tejo, na Moita, gera controvérsia, levando a uma intervenção das autoridades e a uma petição pública. O diretor do agrupamento pronunciou-se sobre o incidente, garantindo medidas disciplinares e esclarecimentos aos pais.
A violência nas escolas é um tema que continua a preocupar pais, professores e autoridades. Desta vez, um episódio de agressão na Escola Fragata do Tejo, na Moita, que ocorreu no passado dia 25 de janeiro, levou a uma série de reações após a divulgação de um vídeo que expõe o incidente. A situação ocorreu durante o período de almoço, sem a presença de assistentes operacionais ou docentes, e ganhou dimensão após a intervenção da GNR e o consequente posicionamento da direção do agrupamento.
O Diário do Distrito pediu esclarecimentos à direção do Agrupamento de Escolas Fragata do Tejo, por e-mail no passado dia 25 de janeiro e só no dia 29 de janeiro, é que a direção respondeu após ter feito esclarecimentos vagos em comentários nas redes sociais. Os esclarecimentos que nos fez chegar à redação também foram muito vagos nas respostas.

Esta segunda-feira, 3 de fevereiro, o diretor da escola, Manuel Veva, emitiu um comunicado, dirigido aos pais e encarregados de educação, onde expressou preocupação com o caso, garantindo que medidas disciplinares foram aplicadas. Segundo o documento, a agressão foi inicialmente reportada pelo aluno envolvido, que contactou os pais antes de qualquer comunicação interna da escola. Mais tarde, uma cidadã relatou o ocorrido à GNR e solicitou que o diretor assistisse ao vídeo do incidente.

<<Todas as situações que envolvem alunos devem ser tratadas pelos meios institucionais adequados, garantindo a proteção dos envolvidos>>, afirmou Manuel Veva. Segundo Manuel Veva, após assistir ao vídeo, as diligências necessárias foram tomadas, incluindo a suspensão preventiva do agressor por dez dias, a comunicação do caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o apoio psicológico ao aluno <<agredido>>, como menciona no comunicado que faz.

O diretor reforçou ainda que a escola está em contacto permanente com os pais dos alunos envolvidos e um procedimento disciplinar está em curso. Além disso, os alunos que gravaram e divulgaram o vídeo também foram alvo de processos disciplinares.
Apesar das medidas anunciadas, uma petição pública foi criada exigindo mais ações e responsabilizações por parte da escola. No entanto, Manuel Veva defendeu-se, afirmando que “a escola não ignorou a situação e tomou todas as providências necessárias”, reiterando ser fundamental que questões como esta sejam tratadas com seriedade e não por meio de pressões externas.
A violência escolar é um problema recorrente que requer colaboração entre escolas, pais e autoridades. O caso da Escola Fragata do Tejo reforça a necessidade de estratégias eficazes para prevenir situações semelhantes, promovendo um ambiente seguro para toda a comunidade escolar.
Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito







