Afinal, como estamos de economia?

Caro leitor, estamos de parabéns! A nossa economia ficou em 1.º lugar, a nível de desempenho, segundo o jornal The Economist, deixando para trás Espanha, França, Alemanha, entre outros países europeus, países para os quais muitos portugueses emigram, deixando o nosso Primeiro-Ministro visivelmente satisfeito com a nossa economia.
Mas agora fica a grande questão: o que é que isto significa? Será que em 2025 houve, efetivamente, uma melhoria? O leitor sente-se premiado com esta novidade? Vamos por partes.
A nível empresarial, as grandes empresas efetivamente continuam a apresentar bons resultados, registando uma melhoria significativa nos lucros em relação aos anos anteriores, como por exemplo a Sonae, a Jerónimo Martins e o Novo Banco.
Mas e as outras empresas? As pequenas e médias empresas? Estas, que neste país não têm grande espaço para crescer, encontram-se sufocadas por impostos e burocracia e, por esse motivo, não conseguem promover concorrência aos “tubarões”, deixando os consumidores dependentes da tabelação de preços destas multinacionais.
O maior exemplo é a banca, onde ficou comprovado que diversas instituições trocavam informações entre si para estabelecer preços. Apesar de terem sido condenadas a pagar uma avultada multa de milhões, o Tribunal Constitucional anulou a sanção por esta já ter prescrito.
Outro facto é que, recentemente, foram divulgados dados que indicam que, em Portugal, cerca de 20% da população é pobre e que, se não fossem as ajudas do Estado, esse número subiria para 40%. Além disso, comprar ou alugar habitação em Portugal está cada vez mais insustentável para as famílias, uma realidade revoltante que demonstra que as mesmas pessoas que trabalham e ajudam a elevar a nossa economia não têm recebido a recompensa que deveriam e ainda têm de se sujeitar a ver os nossos governantes a celebrar esta notícia como se fosse a oitava maravilha do mundo.
Com isto, deve-se refletir sobre a necessidade de implementar reformas o mais rapidamente possível, a nível fiscal e económico, para que, quando a nossa economia crescer, esse crescimento se faça sentir verdadeiramente na vida dos portugueses.
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