ADN exige explicações sobre 90 mil mosquitos libertados em Alvalade
O ADN enviou uma carta à Câmara Municipal de Lisboa a pedir esclarecimentos sobre o projeto experimental que levou à libertação de 90 mil mosquitos machos estéreis em Alvalade. O partido questiona a comunicação aos moradores, os custos e os mecanismos de controlo da iniciativa.
O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) enviou esta sexta-feira uma carta à Câmara Municipal de Lisboa a pedir esclarecimentos sobre o projeto POR5007, que durante setembro levou à libertação experimental de 90 mil mosquitos estéreis na freguesia de Alvalade.
A experiência começou a 10 de setembro, com a libertação de 30 mil exemplares, tendo sido realizadas mais duas largadas nas semanas seguintes. A última, também com 30 mil mosquitos, ocorreu na quinta-feira, 24 de setembro.
O projeto é coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), com apoio da Agência Internacional de Energia Atómica, e pretende testar em ambiente urbano a Técnica do Inseto Estéril para controlo do Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático.
Segundo a Unidade Local de Saúde Santa Maria, os exemplares libertados são exclusivamente machos esterilizados. Os machos não picam e a experiência inclui um estudo de marcação, libertação e recaptura destinado a avaliar a dispersão e sobrevivência dos insetos antes de uma eventual utilização futura da técnica.
ADN pede respostas à Câmara
Na carta enviada ao presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, o ADN questiona os motivos para a escolha de Alvalade e considera que a informação transmitida previamente aos moradores foi insuficiente.
O partido pede também a divulgação dos resultados da monitorização e recaptura dos exemplares libertados, informação sobre o custo total do projeto e esclarecimentos sobre os critérios associados à participação da empresa espanhola Tragsa.
Entre as restantes questões colocadas estão a existência de um plano de contingência para eventuais falhas no processo de esterilização e a realização de avaliações de impacto ambiental e de saúde pública.
O presidente do ADN, Bruno Fialho, defende que devem ser tornadas públicas as garantias e os mecanismos de controlo aplicados ao projeto. Bruno Fialho consta atualmente como presidente da Comissão Política Nacional do partido.
O ADN solicitou uma resposta por escrito no prazo de dez dias úteis e admite recorrer à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, à Assembleia Municipal de Lisboa e ao Provedor de Justiça caso considere insuficientes os esclarecimentos prestados.
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