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Adeus a Maria do Carmo Tavares: A voz incansável dos direitos dos trabalhadores silencia-se aos 76 anos

Maria do Carmo Tavares, figura icónica do sindicalismo em Portugal, faleceu aos 76 anos, deixando um legado de luta pelos direitos dos trabalhadores.

A ativista e dirigente sindical Maria do Carmo Tavares, que dedicou décadas à luta pelos direitos laborais, faleceu aos 76 anos, deixando um legado marcante no movimento sindical português. O funeral acontece esta sexta-feira em Lisboa.

Maria do Carmo Tavares foi uma figura proeminente na história sindical de Portugal, sendo lembrada pela CGTP-IN como uma “camarada que dedicou a vida à valorização do trabalho e dos trabalhadores”. Nascida a 6 de março de 1948, desempenhou papéis fundamentais antes e depois da Revolução de Abril, envolvendo-se em negociações históricas e processos de unificação sindical que moldaram o panorama laboral do país.

Como analista química de profissão, iniciou a sua trajetória sindical na Neocel, onde integrou a Comissão de Trabalhadores e mais tarde assumiu cargos de liderança no Sindicato dos Técnicos e Operários da Indústria Química de Lisboa. Participou ativamente na fusão de sindicatos que resultou na criação do Sinquifa e na verticalização que originou a Fiequimetal, destacando-se pelo seu compromisso com os direitos laborais.

“A melhor forma de honrar a sua memória é continuar a luta por melhores condições de vida e de trabalho,” sublinha a CGTP, que recorda também o papel determinante de Maria do Carmo no Conselho Nacional e na Comissão Executiva da central sindical, cargos que ocupou durante mais de três décadas.

Destacou-se ainda na defesa de políticas sociais, tendo sido responsável pelo Departamento de Contratação Coletiva e pelas áreas de Segurança Social, Saúde e Educação da CGTP. Durante 13 anos, foi membro do Conselho de Gestão do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, onde deixou um contributo notável para a defesa de uma segurança social pública e solidária.

Militante do Partido Comunista Português, Maria do Carmo Tavares fazia parte do Conselho Consultivo da Fundação Inatel. O velório decorre hoje, na casa mortuária da Igreja de S. Francisco de Assis, em Lisboa, com o funeral marcado para sexta-feira, culminando com a cremação no Cemitério do Alto de S. João.

“O movimento sindical perdeu uma das suas maiores vozes, mas a luta que Maria do Carmo tanto defendeu continuará,” conclui a CGTP.


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