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“Acha que a fé católica influencia?” Nova justificação de Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a explicar as declarações sobre o tema dos abusos sexuais na igreja.

Depois de estalar, na tarde desta terça-feira, a polémica em torno das declarações de Marcelo, e já depois de o Presidente da República se ter justificado com uma nota no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a explicitar as suas declarações. 

Desta vez, à RTP, o Presidente sentiu necessidade de defender que o seu ponto de vista não era uma “desvalorização”. 

Reiterando que as pessoas “são livres” e que “vivemos e democracia”, disse que não podia amuar com as críticas, mas que não as compreende, uma vez que “não é a primeira vez” que fala sobre isto e porque “considera qualquer caso muito grave“.

Recordou ainda que pôs a sua “assinatura” numa suspeita que lhe chegou e que recai sobre D. José Ornelas – presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. “Não tive um instante de dúvidas”, asseverou. 

Depois, disse que já tinha respondido desta forma, numa outra ocasião em que lhe fizeram a pergunta. “Para os milhões de pessoas que contactar com instituições religiosas, católicas, acho curto o número de 400 e tal. Se quer a minha convicção, acho que há muitos mais”, insistiu, ressalvando a “coragem” dos que já denunciaram.

Perante a insistência do jornalista, se a forma como se expressou não terá sido a melhor, Marcelo asseverou que “´é precisamente o achar que infelizmente as minhas expectativas eram muito superiores. Mas acho [que se ficou num número] curto“, repetiu.

Por fim, o Presidente foi inquirido se achava que a sua fé católica estava a influenciar o mandato presidencial. “Acha que a fé católica influencia quando o Presidente pega numa denúncia em relação ao mais importante dos Bispos portugueses e a assina?”, questionou de volta o próprio Marcelo. 

A justificação do Presidente surge despois de uma chuva de críticas que se seguiram à suas declarações

Grande parte dos partidos com assento parlamentar, desde o Iniciativa Liberal e o Chega ao Bloco de Esquerda e ao Livre consideraram as palavras do Presidente “infelizes” e exigiram um pedido de desculpas.


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