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Abate de pinheiro gera polémica em Lisboa

O corte de um pinheiro manso com cerca de 86 anos, realizado durante a madrugada, está a gerar controvérsia em Lisboa. A Câmara Municipal diz ter sido apanhada de surpresa e garante que nunca recomendou o abate da árvore.

O abate de um pinheiro manso plantado em 1940, no pátio da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa, está a provocar forte polémica, depois de a árvore ter sido cortada durante a madrugada de um fim de semana, sem o aval da Câmara Municipal de Lisboa.

Segundo informações avançadas pelo SOL, a autarquia considera que a árvore se encontrava em boas condições e afirma que foi surpreendida pela decisão. Em reunião da Assembleia Municipal, a vereadora dos Espaços Verdes, Joana Baptista, garantiu que o abate não foi promovido pela Câmara, manifestando “total desconforto” com a situação.

A decisão de cortar o pinheiro partiu da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, presidida por José Ribeiro e Castro, que justificou a medida com um parecer técnico elaborado por dois antigos professores do Instituto Superior de Agronomia.

Fonte: MC Somsen/FB

De acordo com Ribeiro e Castro, o relatório identificava problemas graves de estabilidade e alertava para o risco de queda da árvore, defendendo o seu abate urgente para evitar danos patrimoniais e eventuais vítimas.

“Se acontecesse algum incidente, a responsabilidade seria nossa”, afirmou o responsável, explicando ainda que a operação decorreu entre a meia-noite e as 6h30 por questões de segurança, tendo contado com acompanhamento da Polícia Municipal.

O caso motivou também críticas do PCP, que questionou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, sobre as circunstâncias que permitiram o corte da árvore. Os comunistas defendem que os técnicos municipais sempre consideraram que o pinheiro estava saudável e pedem esclarecimentos sobre a decisão de avançar com o abate.

A Câmara Municipal de Lisboa mantém que não autorizou a intervenção e o caso continua a gerar controvérsia entre responsáveis políticos, especialistas e defensores do património arbóreo da cidade.


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