A última dança de Ronaldo: Portugal ruma ao Mundial 2026 em busca da primeira estrela
Portugal está pronto para o Mundial 2026.
O Mundial 2026 está agora a menos de três semanas de distância e Portugal já tem a sua lista de 27 convocados definida. Roberto Martínez anunciou o plantel no dia 19 de maio na Cidade do Futebol, em Oeiras, e a convocatória acabou por não trazer grandes surpresas. Cristiano Ronaldo volta a usar a braçadeira de capitão aos 41 anos, no que ninguém esconde ser, com toda a certeza, o seu último Campeonato do Mundo.
Portugal está inserido no Grupo K juntamente com Colômbia, Uzbequistão e a República Democrática do Congo, estreando-se a 17 de junho contra os congoleses, em Houston. A seleção nacional não se encontra no patamar mais elevado de favoritismo nas melhores casas de apostas em Portugal, o que, na verdade, a torna numa escolha interessante para quem se sinta otimista quanto à “última dança” de Ronaldo. A Colômbia será o teste mais exigente do grupo, com o Uzbequistão a fazer a sua estreia absoluta no torneio e a RD Congo de regresso a um Mundial após mais de 50 anos de ausência.
Sem surpresas no onze base
Provavelmente, qualquer adepto poderia ter escrito metade desta lista há vários meses. Diogo Costa avança como o titular indiscutível na baliza, com três guarda-redes na sua sombra — um quarto nome que é permitido por uma nova regra do Mundial, e não apenas uma manobra de Martínez para compor o grupo. A linha defensiva escala-se a si própria com Rúben Dias e Gonçalo Inácio no eixo, enquanto João Cancelo e Nuno Mendes assumem as alas.
É no meio-campo que Portugal parece realmente municiado: Vitinha e João Neves chegam em grande forma do PSG, enquanto Bruno Fernandes e Bernardo Silva assumem as restantes vagas em funções que conhecem de cor.
O regresso de Leão e a incógnita chamada Guedes
O verdadeiro debate reside nos nomes mais abaixo na lista. Rafael Leão está de volta após falhar várias chamadas por lesão, oferecendo a Martínez mais uma arma para atacar pelo corredor esquerdo. Pedro Neto garantiu o seu lugar após uma forte temporada no Chelsea. João Félix, agora surpreendentemente a atuar no Al Nassr, segura a sua vaga após alguns anos de altos e baixos na Europa. E depois há a escolha de Gonçalo Guedes em detrimento de Pedro Gonçalves, a decisão do selecionador que mais ruído tem gerado na imprensa desportiva.
Dois jogos de preparação antes da caminhada final
Antes de viajar para a América do Norte, a Seleção disputa dois jogos de preparação em solo nacional: frente ao Chile, em Oeiras, a 6 de junho, e contra a Nigéria, em Leiria, quatro dias depois. A confiança no seio do balneário não deverá ser um problema, especialmente depois de a equipa ter erguido o troféu da Liga das Nações frente à Espanha, em Munique, no verão passado.
Afinal, o único troféu que falta na vitrina de Portugal é aquele que o país nunca conquistou e, aos 41 anos, é improvável que Ronaldo tenha outra oportunidade para lhe deitar as mãos.
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