A Quinta do Conde não pode esperar mais
Carlos Alberto Tavares · Presidente Concelhio da Juventude Popular de Sesimbra

A Quinta do Conde enfrenta há anos um problema estrutural que se agravou visivelmente: a degradação progressiva das suas vias rodoviárias e a incapacidade dos acessos existentes para responder ao volume de tráfego atual.
É tempo de nomear o problema com clareza e exigir soluções concretas.
O estado do pavimento em várias artérias da freguesia é manifestamente deficiente. A falta de manutenção regular criou condições de circulação que comprometem a segurança dos utentes e aceleram o desgaste dos veículos.
Trata-se de uma falha de gestão autárquica que não pode continuar a ser ignorada.
Paralelamente, os acessos à Quinta do Conde revelam-se claramente insuficientes para o crescimento populacional e económico que a zona tem registado.
Nos períodos de maior afluência, de manhã e ao final da tarde, os congestionamentos são sistemáticos, refletindo a ausência de uma visão integrada de mobilidade urbana para esta freguesia.
Na Juventude Popular de Sesimbra, acompanhamos esta realidade de perto e com genuína preocupação. Muitos dos jovens que representamos vivem, trabalham ou estudam na Quinta do Conde e sentem todos os dias as consequências de estradas que não foram mantidas e de acessos que simplesmente não chegam para todos.
Não é aceitável que em 2026 os jovens deste concelho tenham de normalizar o risco de circular nas próprias ruas da sua freguesia.
É por isso que não ficamos calados. Enquanto organização comprometida com o futuro do concelho de Sesimbra, entendemos que denunciar este problema é também parte do nosso papel. Não basta esperar que as coisas melhorem por si.
É preciso que quem tem responsabilidade de decisão perceba que há pessoas reais por detrás destas estradas, e que essas pessoas já esperaram tempo demais.
Nesse sentido, é necessário exigir às entidades competentes um plano de reabilitação faseada do pavimento das vias mais degradadas, com prazos definidos e financiamento assegurado.
É igualmente indispensável uma avaliação técnica dos acessos à freguesia, com propostas de melhoria que contemplem alternativas de circulação em horas de ponta. Por fim, importa estabelecer um modelo de monitorização contínua do estado das infraestruturas, que permita intervenções preventivas em vez de apenas reativas.
A Quinta do Conde é uma das freguesias com maior densidade populacional do concelho de Sesimbra. Ignorar as suas necessidades de mobilidade não é apenas uma falha administrativa. É um sinal de desrespeito por quem aqui vive e trabalha.
O momento para agir é agora.
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