A lente que pode mudar o futuro dos alunos do Barreiro
A Fundação Amélia de Mello abriu candidaturas para um concurso de fotografia dirigido a estudantes do Barreiro, integrado num projeto educativo que pretende combater o insucesso escolar no concelho.

A Fundação Amélia de Mello (FAM) lançou esta terça-feira um concurso de fotografia destinado a alunos do ensino secundário e profissional do Barreiro, no distrito de Setúbal, numa iniciativa que procura reforçar a motivação escolar e valorizar a ligação dos jovens ao território onde vivem.
O Concurso de Fotografia Alfredo da Silva é uma das primeiras ações públicas do projeto BEE — Barreiro, Ensino e Educação, criado para responder aos elevados indicadores de insucesso escolar registados no concelho. A iniciativa convida os estudantes a explorarem o tema “A Cidade e o Rio”, através de imagens que retratem o património histórico, industrial, humano e natural do Barreiro, desde o rio Coina até ao Tejo.
Segundo a fundação, o concurso vai além da dimensão artística e assume-se como um exercício de cidadania ativa, identidade local e expressão criativa, reforçando o sentimento de pertença dos jovens à comunidade. A ligação da FAM ao Barreiro tem raízes históricas no legado de Alfredo da Silva, industrial português que impulsionou, no início do século XX, o complexo da Companhia União Fabril (CUF), considerado um dos maiores polos industriais da Europa.
As candidaturas decorrem até 27 de março, estando previstos 4 mil euros em prémios, distribuídos por bolsas de estudo para os alunos vencedores, num total de 1.750 euros, e por donativos às escolas frequentadas pelos premiados, no valor de 2.250 euros.
As fotografias distinguidas serão tornadas públicas e integradas numa exposição a realizar no Barreiro, em parceria com a ADAO — Associação para o Desenvolvimento das Artes e dos Ofícios. O anúncio dos vencedores está marcado para 16 de abril de 2026.
O projeto BEE, em funcionamento desde o ano letivo 2024/2025, envolve a Câmara Municipal do Barreiro, os agrupamentos de escolas e vários parceiros locais, assumindo-se como uma plataforma agregadora de iniciativas educativas, culturais e sociais. O objetivo passa por promover igualdade de oportunidades, estimular o gosto pelo estudo e ajudar a construir percursos de futuro, num concelho com uma população estudantil em crescimento e com desafios sociais identificados em algumas famílias.
A Fundação Amélia de Mello, instituição privada com estatuto de utilidade pública, foi criada em 1964 para dar continuidade e reforçar a ação social do Grupo CUF, mantendo uma intervenção ativa nas áreas da educação, cultura e coesão social.
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