A desunião e as barricadas entre sindicatos do sector da segurança privada!
Um artigo de opinião de Paulo Brito

Caros colegas,
Vou falar sem papas na língua, doa a quem doer, pois, com 25 anos nesta profissão, nunca vi, como agora, tamanha desunião no setor da Segurança Privada em Portugal!
Vivemos tempos conturbados, não só com a perda de direitos laborais, mas também com um crescimento das agressões aos vigilantes da Segurança Privada.
No entanto, por parte das entidades sindicais, nada de concreto se vê, a não ser lamentar um colega agredido, um colega esfaqueado, um colega baleado, e tudo são “águas de bacalhau” para os colegas, que, por vezes, ainda têm de travar uma luta em Tribunal para fazer prevalecer os seus direitos laborais.
E, depois de três ou quatro anos de luta, lá conseguem ser ressarcidos dos seus direitos. Mas, entretanto, têm de continuar a pagar os empréstimos da casa, água, luz e outras despesas familiares!
No entanto, os vigilantes continuam impávidos e serenos, enquanto as várias associações sindicais ligadas à Segurança Privada se digladiam entre si, provocando a desunião do setor, como se tem visto ultimamente, tendo em conta algumas publicações nas redes sociais sobre processos em Tribunal.
Isso, caros senhores sindicalistas, faz-me lembrar quando eu era miúdo e, nos balneários da escola, durante a Educação Física, os rapazes faziam competições para ver quem tinha a pilinha maior.
Desculpem o palavreado e a comparação, mas, como avisei no início, vou falar sem papas na língua. Afinal, somos todos adultos.
Peço desculpa às senhoras, membros deste fórum!
Caros senhores das associações sindicais, é uma autêntica vergonha — repito, VERGONHA — o que vocês andam a fazer, nestes últimos anos, à Segurança Privada em Portugal.
Vocês é que estão a construir barricadas e a alimentar guerrinhas entre os vigilantes, e isso é inadmissível! Tudo isto só está a desvalorizar e a matar a nossa profissão!
Reparem que, noutras profissões, como, por exemplo, a dos professores, quando chega a hora de lutar pelos direitos laborais, todos os sindicatos se unem e falam a uma só voz!
Mais ainda: todos sabemos que existem “guerrilhas” entre a PSP e a GNR, mas vejam bem: quando é necessário lutar pela melhoria dos seus direitos laborais, também sabem unir-se!
CARAMBA, PÁ! PORRA E TRÊS QUINZE! Porquê? Por que razão só na Segurança Privada os vários sindicatos não têm a capacidade de se unir em torno de um bem maior, que é a nossa profissão de vigilantes da Segurança Privada?
Quais são, afinal, os interesses de alguns em dividir o setor da Segurança Privada em Portugal?
Será o interesse em jantares pagos?
Será o interesse em férias pagas?
Será que existem outros interesses que nós, vigilantes, desconhecemos?
Para terminar, deixem mas é de criar barreiras e alimentar guerrinhas entre entidades sindicais. Unam-se em torno de uma nobre profissão: a Segurança Privada em Portugal!
Cumprimentos, Paulo Brito

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