Portugal continua a registar mais de 500 acidentes de trabalho por dia, uma realidade que especialistas consideram preocupante e que continua a representar elevados custos humanos e económicos.
O alerta foi lançado por responsáveis da WTW e da Swaifor, que defendem uma mudança de paradigma na forma como muitas empresas encaram a segurança laboral.
Segundo os especialistas, várias organizações continuam a tratar os acidentes de trabalho como um custo previsível da atividade, integrando os encargos associados nos seus orçamentos anuais em vez de reforçarem medidas de prevenção.
Para os responsáveis das duas entidades, esta abordagem contribui para a manutenção de níveis elevados de sinistralidade laboral e dificulta a criação de ambientes de trabalho mais seguros.
Custos vão muito além das indemnizações
Os especialistas sublinham que os impactos dos acidentes de trabalho não se limitam aos custos médicos ou às indemnizações.
A perda de produtividade, o absentismo, as interrupções operacionais e os efeitos na motivação das equipas representam encargos significativos para as empresas.
Além das consequências económicas, os acidentes afetam diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores e das suas famílias, sobretudo nos casos mais graves.
Segurança vista como investimento
A WTW e a Swaifor defendem que a segurança no trabalho deve ser encarada como uma prioridade estratégica e não apenas como uma obrigação legal.
Segundo os especialistas, o investimento em prevenção contribui para reduzir acidentes, melhorar o desempenho das equipas e reforçar a sustentabilidade das organizações.
Os responsáveis alertam que a redução da sinistralidade laboral exige uma cultura de prevenção mais forte e um compromisso efetivo das empresas com a segurança dos trabalhadores.
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