Saúde

24 anos depois, hospital português voltar a separar (com sucesso) gémeas siamesas

Intervenção cirúrgica de risco decorreu ao longo de 19 horas.

Bibiane e Domingas, gémeas siamesas angolanas de três anos unidas pela bacia, vieram de Angola há oito meses para serem operadas em Portugal. Foram separadas com sucesso no passado dia 28 de Julho, no Hospital D. Estefânia, em Lisboa. As meninas ainda se encontram nos cuidados intensivos, mas em situação consideração estável.

As duas irmãs nasceram unidas pela zona abdominal e pélvica e partilhavam vários órgãos, sobretudo do sistema digestivo, como o intestino grosso. A intervenção cirúrgica de risco – que decorreu ao longo de 19 horas – envolveu dezenas de profissionais e, apesar da complexidade e riscos envolvidos, foi considerada um “êxito” pela presidente do Conselho de Administração do Centro Hospital Universitário de Lisboa Central (CHULC), Rosa Valente de Matos.

Como as duas meninas partilhavam o intestino grosso, apenas uma delas poderá continuar a viver com essa parte do órgão digestivo, tendo sido necessário recorrer à cirurgia plástica para se conseguir fechar o abdómen das meninas.

As gémeas vão agora enfrentar um longo processo de recuperação que vai incluir cirurgias complementares e intervenções ortopédicas para que possam andar, algo de que foram privadas até à data devido à posição dos membros inferiores.

Refira-se ainda que há 24 anos que não se realizava uma separação de siameses em Portugal. A última vez foi igualmente no Hospital D. Estefânia, sob coordenação do Dr. Gentil Martins.


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