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22 pessoas morreram nas praias portuguesas desde maio

A Autoridade Marítima Nacional registou 22 mortes, 1285 salvamentos e 2359 ações de primeiros socorros entre 1 de maio e 31 de agosto. O afogamento foi a causa provável de 12 das mortes, enquanto nove foram atribuídas a doença súbita. Só em agosto morreram quatro pessoas, três delas por doença súbita.

Vinte e duas pessoas morreram em praias e zonas marítimas portuguesas nos primeiros quatro meses da época balnear de 2026, segundo o balanço divulgado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Entre 1 de maio e 31 de agosto, foram ainda realizados 1285 salvamentos e 2359 ações de primeiros socorros nas áreas sob jurisdição da Autoridade Marítima.

O afogamento foi a causa provável mais frequente entre as vítimas mortais, estando associado a 12 das 22 mortes. Outras nove terão resultado de doença súbita e existe um caso cuja causa permanece desconhecida.

Das 22 mortes contabilizadas, oito aconteceram em praias marítimas vigiadas e outras oito em praias não vigiadas. Quatro ocorreram em praias que, na data do acidente, ainda se encontravam fora do respetivo período de vigilância balnear e duas foram registadas noutras zonas marítimas sem vigilância.

Os dados mostram também que a existência de vigilância não elimina o risco. Entre as oito mortes registadas em praias marítimas vigiadas, três tiveram como causa provável o afogamento, quatro foram associadas a doença súbita e uma permanece com causa desconhecida.

Durante agosto morreram quatro pessoas em praias vigiadas: nas praias das Pedrinhas, em Esposende, da Conceição, em Cascais, da Figueirinha, em Setúbal, e do Tarquínio, na Costa da Caparica. Em três destes casos, a causa provável indicada pela AMN foi doença súbita, permanecendo por determinar a causa da morte registada em Cascais.

O balanço inclui ainda acidentes ocorridos em zonas fluviais e lacustres não vigiadas, como a Lagoa de Albufeira Interior e as Azenhas do Guadiana, bem como duas mortes por afogamento registadas numa área portuária do rio Douro.

A Autoridade Marítima mantém também o registo de um banhista desaparecido desde 28 de agosto na Praia da Ursa, em Sintra.

Os números agora divulgados dizem respeito ao período até 31 de agosto e, por isso, não representam ainda o balanço final da época balnear de 2026, uma vez que o dispositivo de vigilância permanece ativo durante setembro em várias praias portuguesas.


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